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TRANSEXUAIS EM ESPORTES
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FOTOS : Renée Richards
. Uma questão no esporte para mulheres que gera muita confusão , debates exaltados e que têm suas implicações na definição e verificação de gênero é o transexualismo ( especificamente transexuais de homem para mulher ) em esportes. . Se as mulheres transexuais forem proibidas de jogar em esportes por causa de uma presumida vantagem genética, isto mostra que também toda e qualquer pessoa que nasça com uma vantagem genética deve ser proibida de jogar. . Atletas não transexuais , as nascidas mulheres, sempre competiram possuindo uma vantagem genética em vários esportes e nas Olimpíadas, fazendo uso desta vantagem, sem nenhuma exigência pré-estabelecida para elas ao contrário das mulheres transexuais. . Essas variações genéticas incluem a Síndrome de Marfan que faz com que as mulheres cresçam com maiores estaturas ( muitas jogadoras femininas de voleibol e basquetebol têm esta síndrome ) e a hiperplasia que causa um suprimento de testosterona em mulheres e produz uma musculatura exagerada. . Transexuais operadas devem continuamente tomar doses adequadas de hormônios e estrogênios que diminuem suas forças, e seus corpos não produzem mais a testosterona. . Fisicamente estas pessoas que se submeteram a mudança de gênero não têm quaisquer condições de disputarem no esporte no Gênero masculino ou em esportes para homens. . Uma vez que a pessoa muda de sexo , ela vive o resto da sua vida como um membro daquele sexo. Isso não é algo que alguém decide da noite para o dia, nem porque alguém quer competir no esporte como uma mulher. . Os testes físicos mostram que uma transexual feminina, possui capacidades pulmonar, anaeróbica e cardio-vascular com performances normais caracteristicamente femininas. . No passado houve casos de atletas que competiram em um determinado gênero e mais tarde ainda em vida submeteram-se a cirurgia de reassentamento. Ocasionalmente, estes atletas passaram a competir no novo gênero. Estes casos foram tratados individualmente com a responsabilidade das federações esportivas sem nenhuma regra clara. e não criaram um problema significativo no esporte em geral. . Com o aperfeiçoamento dos métodos para se identificar indivíduos transexuais , e as melhores possibilidades de uma correção sexual , o número de indivíduos que se submeteram a mudança de sexo tem aumentado. O aumento tornou-se particularmente significativo após a introdução da legislação de respeito ao sexo harmonizado em muitos países. . O aumento do número de casos de cirurgias de reassentamento sexual tem também vindo a afetar o esporte. Apesar de os individuos que se submeteram a cirurgia de sexo terem problemas pessoais que tornam o esporte competititivo uma atividade improvável para eles, existem alguns para os quais a participação em esportes é importante. Então tem sido necessário o estabelecimento de condições específicas que sejam exigidas para que a participação em esporte de transexuais seja introduzida. . O COI durantes anos foi solicitado a estabelecer os critérios gerais para como esses casos devem ser incluídos. Que exigências devem ser estabelecidas antes que possam se permitir que atletas passem a competir sobre um novo gênero. . A presente resolução é o resultado de um aperfeiçoamento dessa experiência por uma seleção de peritos e cuja conclusão torna clara como uma transexual deve ser considerada elegível para ser respeitada no seu gênero atual em uma competição após ter sido transicionada após a puberdade. Levando-se em conta a influência da testosterona no rendimento atlético e as alterações físicas em consequência do tratamento com hormônios. . As conclusões dos Médicos do Comitê Olímpico Internacional para que seja respeitado o gênero de uma pessoa que mudou de sexo para competir em esportes foram aprovadas por consenso. E foram aplicadas nas XXVIII Olimpíadas de Atenas 2004. O consenso estabeleceu o seguinte: Indivíduos submetidos a cirurgia de sexo após a puberdade ( e vice versa ) são elegíveis para participarem como mulheres ou homens em competições, respectivemente, sob as seguintes condições: Completa mudança cirurgica anatômica, incluindo a mudança da genitália externa e a gonodectomia. Reconhecimento legal no sexo reassentado conferida pela apropriada autoridade oficial. Terapia hormonal administrada de uma maneira verificável e por um período de dois anos apos a gonodectomia suficiente para minimizar ou tornar insignificantes as vantagens em competições esportivas. Todas essas questões foram analisadas pelos peritos, que também contaram com a análise de outros experts, antes de concluírem as recomendações que foram validadas. |
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FOTO: Mianne Bagger , Renee Richards e Michelle Dumaresq
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A determinação do COI pela aceitação de transexuais nos esportes promove uma série de consequências importantes na maneira como até então eram percebidas as transexuais no Brasil , nos esportes e no mundo .
A mulher com transtorno de identidade de gênero do tipo "transexual", depois do devido diagnóstico, da transição pela hormonioterapia e após a cirurgia de redesignação sexual, evidentemente é uma mulher como as outras, e deve ser assim reconhecida EM TODAS AS INSTÂNCIAS, inclusive pelo COI. A decisão do COI tem sido perfeita, em sua abrangência e em seus critérios |
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