REGRAS PARA ATLETAS TRANSEXUAIS OLÍMPICOS

. O Comitê Olímpico Internacional estabeleceu regras em
17/05/2004 para que atletas transexuais possam serem
incluídos em competições olimpícas.

. As novas regras já permitem que transexuais possam
competir nos jogos Olímpicos se eles tiverem provado que
possuem as características físicas equivalentes ao gênero a
que se harmonizaram para viver.

. As rígidas exigências estabelecidas pelo COI asseguram
que nenhuma transexual feminina (MtF) possa ter alguma
vantagem física sobre outra atleta.

. Os níveis de testosterona e massa muscular das
transexuais femininas baixam aos níveis femininos após a
terapia hormonal e a cirurgia de harmonização sexual.

. A autorização para competir, segundo os médicos do
COI , será concedida após reconhecidas que todas as mudanças
físicas sejam completas.

. A partir de um seminário realizado em 1990 , as atletas
transexuais já estavam participando de competições esportivas
quando elas tiveram a oportunidade de realizarem a mudança
física e de se submeterem a cirurgia em tempo anterior a
puberdade.

. Há algumas décadas que As Federações recomendavam que
as mulheres disfóricas submetidas a cirurgia antes da
puberdade , fossem aceitas a participar no gênero adequado.

(Contudo deve-se salientar que em nenhum país do mundo, hoje
em dia, aceita-se oficialmente a perfeita redesignação sexual
MtF ou FtM antes da puberdade, portanto esta determinação foi
absolutamente inócua. Hoje em dia, países como Holanda e
Bélgica permitem e promovem diagnósticos na infância, até os
10 anos de idade, hormonização na pré-puberdade e cirurgia de
redesignação aos 16 anos. Nestes casos, certamente o COI
aceitará essas atletas assim tratadas. Infelizmente, países
como o Brasil não permitem esse tratamento e cura precoce).

. Da mesma forma desde algumas décadas já se permitia a
participação dos indivíduos nascidos com genitália ambígua ou
intersexo e hermafroditismo. Essa nova orientação do Corpo de
Médicos do COI já se tornava necessária e aceitável , a fim
de orientar os procedimentos a se aplicar nos casos de
transexualismo que acomentem uma pequena parte da população,
que tem sido excluída de competições esportivas oficiais.

. Agora que o número de pessoas submetidas à
redesignação sexual aumentou significativamente, tornou-se
necessário tornar padrão um conjunto de regras nesse assunto.

. Críticas sobre suspeitas de que possa haver uma vantagem
física de transexuais do masculino para o feminino, estão
sendo esclarecidas pelo Corpo de Médicos Especialistas do
COI . O transexualismo ainda é um assunto pouco conhecido,
e permeado de preconceitos e mentiras.

. Os Especialistas esclarecem alguns desses problemas com
um guia oficial para atletas transexuais que se
transicionaram após a puberdade e pretendem competir. Um homem ou uma mulher
não pode simplesmente requerer a mudança de gênero; é
necessária que os atletas homens e mulheres transexuais
tenham completadas as mudanças cirurgicas incluindo a remoção
das gônodas e a redesignação da genitália externa.

. Em qualquer caso , para eles e elas competirem deverão
estar legalmente reconhecidos, e os atletas deverão terem
sido submetidos a terapia hormonal por um período suficiente
para neutralizar qualquer vantagem em competições esportivas,
um período definido de dois anos após a remoção das gônadas.

. Estas condições foram aplicadas nas últimas Olimpíadas
de Atenas. O grupo de médicos Especialistas do COI que se
encontraram em 28 de Outubro de 2003 em Estocomo para
discutir e organizar recomendações para a participação de
transexuais no esporte foi composto pelos Professores :
Prof. Arne Ljungqvist (SWE), Prof. Odile Cohen-Haguenauer
(FRA), Prof.Myron Genel (USA), Prof. Joe Leigh Simpson (USA),
Prof. Martin Ritzen (SWE),Prof. Marc Fellous (FRA) and Dr
Patrick Schamasch (FRA).

. Na opinião do grupo, recomendou-se que a elegibilidade
deveria começar 2 anos após a gonadectomia.

. Já está definido que um acompanhamento confidencial da
evolução caso-a-caso irá ocorrer. Em um evento que o gênero
de um competidor for questionado, a comissão médica do COI
terá a autoridade para definir e redefinir a adequada decisão
sobre o gênero do competidor.
A performance atlética de transexuais femininas baixam aos níveis femininos após a terapia hormonal e a cirurgia de harmonização sexual.
Essa nova orientação do Corpo de
Médicos do COI já se tornava necessária e aceitável , a fim
de orientar os procedimentos a se aplicar nos casos de
transexualismo que acomentem uma pequena parte da população,
que tem sido excluída de competições esportivas oficiais.
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